Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 12/07/2021
A partir da Revolução Industrial, diversos povos passaram por profundas transformações não só econômicas, como principalmente, sociais. Embora a sociedade brasileira atual apresente contornos específicos, ainda é possível visualizar o legado presente na questão da negligência ao trabalhador. Nesse contexto, surge a questão do assédio moral no ambiente profissional, que persiste devido à sensação de superioridade e ao receio de denunciar.
Primeiramente, é necessário destacar que o sentimento de supremacia é uma causa latente do problema. A Teoria da Eugenia, cunhada do século XIX e utilizada como base do Nazismo, defende o controle social por meio da seleção de aspectos considerados melhores. De acordo com essa perspectiva, haveria seres humanos superiores, a depender de suas características. Na realidade brasileira, a noção eugênica de superioridade pode ser percebida no ambiente de trabalho, haja vista que , em muitos dos casos, a relação hierárquica de empregado e empregador pode ser usada como justificativa para a prática do assédio moral.
Além disso, o receio de denunciar também agrava o impasse. Segundo o imperativo categórico do filósofo Immanuel Kant, o indivíduo deve agir apenas segundo a máxima que gostaria de ver transformado em lei universal. No entanto, no que tange à questão do abuso psicológico no trabalho, há uma lacuna no dever moral quanto ao exercício da denúncia.
Conclui-se, portanto, que o assédio no trabalho é uma problemática moral de enorme relevância que merece enfoque em prol de sua solução. Deste modo, cabe ao Governo Estadual de todo o país a criação de um disque denúncia anônimo e exclusivo para o impasse, que funcionaria por meio da internet ou telefone, podendo assim promover a prática de denúncias. O disque denúncia poderá funcionar de segunda à sabádo até às dezenove horas. Logo, o assédio moral no trabalho será apenas uma mazela passada na história do Brasil.