Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 08/07/2021

O “Mito da Caverna” trata da importância de conhecer a realidade para chegar à criticidade. Nesse contexto, pode-se relacionar a alegoria de Platão com a invisibilização do combate ao assédio moral no trabalho, que, por vezes, negam sua realidade. Então, devem-se traçar estratégias a partir da atuação nas causas do problema: a falta de denúncias e a alienação social.

Nesse cenário, ressalta-se, de início, que o medo de denunciar é um entrave que tange a problemática. Nessa perspectiva, para Kant, os indivíduos devem agir corretamente mesmo que não seja de seu interesse. No entanto, há uma falha moral da população ao agir de forma displicente, não denunciando casos de violência moral, visto que situações de opressão são veladas pelos colegas de trabalho, que por medo de se impor deixam a vítima desamparada, há casos também em que, alguns, desencorajam o oprimido a não fazer nada sobre a situação, romantizando-a de tal maneira que passa a ser considerada comum.

Além disso, o tema encontra terra fértil na falta de informação da sociedade. Nesse sentido, DJamila Ribeiro ressalta que “não podemos combater o que não tem nome” e, por isso, é preciso nomear as opressões. Porém, parcela da população desconhece a opressão advinda do assédio moral, uma vez que o abuso de poder é tido, por muitos, como uma forma de se mostrar acima hierarquicamente, mesmo sendo de uma maneira rude e desconfortável, e o oprimido por entender que não é certo discordar do chefe, acaba se sujeitando a cenários desnecessários.

Portanto, medidas são essenciais para a diminuição ou possível superação dessa violência. Para isso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve fazer campanhas de divulgação de canais de denúncia, por meio de publicações nas redes sociais, a fim de superar o receio de denunciar casos de assédio moral no trabalho. Tal ação pode, ainda, ser divulgada por influenciadores digitais. Dessa forma, a alegoria de Platão pode continuar a ser um mito apenas.