Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 07/07/2021

Funcionando conforme a Lei da Inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em movimento até que uma força suficiente atue sobre ele mudando-o de percurso, o assédio moral no trabalho ainda persiste no Brasil tornando-se uma situação inerte que precisa ser combatida. Com isso, em vez de funcionar como a força suficientemente capaz de mudar o rumo desta problemática, as instituições de auxílio governamentais junto com a razão estrutural acabam por contribuir com o cenário atual.

Em primeira análise, é possível perceber, preocupantemente, que essa circunstância se deve a questão política-estrutural. De acordo com a revista Jornal Contábil, o chefe é o principal agente abusador no ambiente de trabalho. Esse fato evidencia a baixa eficiência de mecanismos de combate do governo para de promover ferramentas apropriadas para impedir os abusos, tais como um desenvolvimento e programas online para denúncia. Diante disso, é notório que a existência desses meios é de suma importância, mas suas ações não estão sendo satisfatórias para melhorar os índices dessa problemática.

Além disso, nota-se que essa situação nociva contra a dignidade humana é causada por razões advindas do Fato Social. Segundo Durkheim, é na infância que o indivíduo adquire valores morais para sua formação futura na sociedade. Se, nesse período, a criança não for educada a respeitar o próximo por meio dos princípios éticos, crescerá com esses valores escassos em sua conduta e, dessa forma, contribuirá futuramente para o aumento do abuso moral no trabalho, uma vez que, aumentará a normalização do comportamento abusivo. Há, portanto, a necessidade de educar a juventude para mudar esse impasse em longo prazo.

Desprende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Logo, urge que o Tribunal de Contas da União direcione capital, que por intermédio do Ministério da Justiça - uma vez que é o órgão que administra e defende a ordem jurídica do país- será revertido na criação de uma legislação mais rigorosa sobre a criação e fiscalização correta de programas de denúncia online, preservando e respeitando os conceitos éticos da sociedade, por meio de profissionais, como cientistas computacionais e advogados, para o cumprimento desta ação. Desse modo, os mecanismos de auxílio servirão como a força descrita pela Lei da Inércia e mudarão o rumo dessa problemática para melhor.