Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 29/06/2021

Segundo o sociológo Karl Marx o trabalho humaniza o homem, todavia o trabalhador é impedido de usufruir de tal bem que o trabalho pode proporcionar quando esse é vítima de assédio moral. O qual é caracterizado por uma soma de violências psicológicas sofridas por um funcionário no ambiente de trabalho. Desse modo, o ambiente de trabalho torna-se hostil, por conseguinte o agredido psiquiacamente tem sua produtividade diminuida, além disso, o trabalhador que sofre a as violências psicológicas tem sua saúde física e mental colocadas em risco.

Em primeira análise, o ambiente de trabalho, devido as agressões psicológicas sofridas, se transforma em sinônimo de sofrimento. Logo, o funcionário terá pesar em comparecer a esse, pois estará associado a memórias de humilhação e sofrimento. Dessa forma, o indivíduo pode desenvolver a síndrome de burnout, caracterizada por sintomas como desinteresse pelo trabalho, falta de concentração, insônia, irritabilidade, os quais, segundo a revista ‘‘Veja’’, são experienciados por 33 porcento dos brasileiros e tem ligação com o assédio moral no trabalho. Em vista disso, não só produtividade individual como a da empresa será comprometida, prejudicando a saúde do empregado e compromentendo os lucros do empregador.

Ademais, outras doenças mentais acometem o trabalhador são essas a ansiedade, depressão e adoecimentos físicos. Como mostrado no documentário ‘‘A Dor (In)vísivel - Assédio Moral no Trabalho’’ que conta a história de Luciane Batista, vítima de tal violência no ambiente trabalhista que por causa dessa desenvolveu depressão, e também teve que se submeter à cirurgias para reparar um dano físico causado pela excessiva cobrança de produção, sem descanso necessário, vinda de seu chefe abusivo. Desarte, o assédio moral desrespeita a integridade física e psíquica do indivíduo, e desse modo, fere o artigo quinto da ‘‘Declaração dos Direitos Humanos’’.

Portanto, urge que a violência moral no trabalho seja combatida, para tal o governo federal deve criar propagandas que explicitem as características do assédio moral no trabalho, as quais devem ser expostas nas mídias sociais e redes televisivas. Além disso, os meios de comunição devem criar debates acerca do tema, e para isso convidar pessoas que já foram vítimas desse abuso e profissionais especializados. Outrossim, o poder legislativo deve criar uma lei que faça obrigatório a disponibilidade de psicólogos no ambiente empresarial que atenderão individualmente e em grupo, e avaliarão a saúde mental dos funcionários e se há alguma violência entre esses, e caso haja elaborarão a solução desse conflito. Dessa forma, todos os trabalhadores poderão ser realmente humanizados por seus trabalhos.