Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 05/07/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU em 1948, garante o direito à condições justas e favoráveis de trabalho. No entanto, o assédio moral nos ofícios impede esse benefício de ser concretizado. Nesse sentido, atribui-se à falta de empatia nas relações laborais e à competição dentro das empresas os coeficientes promotores do impasse.
Em primeira análise, é válido destacar a carência de empatia como influenciadora do problema. Conforme o filósofo Benedetto Croce, a violência não é força, mas fraqueza, e nunca poderá construir algo, apenas destruir. De maneira análoga, o assédio moral que assola o ambiente do trabalho funciona como uma forma de violência, sendo fruto da fraqueza e ausência de humildade das pessoas que o cometem, que se sentem superiores aos demais colegas, destratando-os e, assim, afetando o bom andamento da empresa. Desse modo, é necessário que esse tipo de comportamento seja extinto.
Ademais, a rivalidade entre os funcionários também pode implicar o assédio moral. Segundo Karl Marx, o capitalismo prioriza os ganhos em detrimento dos valores. Desse modo, sendo regidos pelas amarras do capitalismo, os funcionários, ao invés de manter a unidade e cooperação entre si, utilizam do assédio moral como forma de eliminar a concorrência para subir de cargo, forçando a demissão dos colegas pelo abuso emocional repetitivo. Todavia, essa pressão psicológica sofrida e praticada no emprego não deve seguir adiante, fazendo-se crucial medidas para cessar o revés.
Portanto, tendo em vista os fatos mencionados, cabe ao Ministério Público do Trabalho, responsável por defender os direitos trabalhistas individuais e coletivos, fiscalizar as ações de assédio moral e semelhantes nas empresas, a partir de supervisores contratados obrigatoriamente para acompanhar os funcionários e suas relações em serviço. Dessa forma, a fim de evitar e, gradativamente, erradicar esses e outros atos de cunho abusivo no trabalho, será possível resgatar os valores perdidos pelo corpo social, como sugeriu Marx.