Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 08/07/2021

O assédio moral pode estar presente em diversos locais do meio social. No entanto, percebe-se que no ambiente de trabalho sua incidência é mais frequente. Sendo que para combatê-lo é preciso  uma maior discussão sobre o tema e uma compreenção sobre a origem do abuso praticado.

Para o filósofo Francis Bacon o conhecimento é uma forma de poder. Entretanto, nos ambientes laborais, observa-se que essa ideia de poder extrapola o ideial para a realidade. Uma vez que provoca, em certos indivíduos, a necessidade de se imporem de forma abusiva perante os demais a sua volta. Algo que pode ter ganhado força no período da Segunda Revolução Industrial, com o Taylorismo, que já expressava em sua estrutura um ideial hierárquico, no qual os proprietários mandavam e os trabalhadores deveriam obedecer para que desse modo o fluxo produtivo fosse melhor, o que já caracterizava um determinado grau de abuso.

Além dessa compreenção, faz-se necessário um maior diálogo sobre a questão do assédio moral. Sendo fundamental que as  mídias  foquem de forma igualitária em todos os tipos de problemas sociais e não apenas no que apresentem maior visibilidade. Com o obejtivo de romper com a propagação de hábitos danosos para a sociedade, como aponta o Dr. Drauzio Varella ao verificar como propagar hábitos afetas as crianças, mas que para esse contexto pode ser usado como comparativo. De modo que, ao expor o praticante a um confronto, coloca-lhe perante uma visão das consequências de tais atos para com as relações sociais.

Nesse contexto, portanto, é fundamental uma maior relação comunicativa para amenizar a problemática no meio social. E para isso, se faz urgente uma atuação conjunta entre o Ministério da Cidadania e o Ministério do Trabalho, com a formulação de campanhas sobre a questão do assédio moral nos diversos ambientes. Com ampla divulgação nas mídias de massa em horários e locais com maior visibilidade, a fim de promover um maior conhecimento sobre como identificar um caso e auxiliar indivíduos que passem por tal situação. Ademais, regulamentar junto a sindicatos canais e profissionais capacitados que possam constantemente análisar e avaliar as condições que os trabalhadores estão expostos para combater a propagação desse hábito no meio laboral.