Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 30/11/2020

Com o advento da tecnologia na sociedade moderna, muitas tarefas se tornaram mais acessíveis a partir do uso da internet. O mundo digital trouxe ,cada vez, mais a informação para perto das pessoas que buscam por meio da internet respostas para assuntos muito complexos, substituindo o trabalho de profissionais de diversas áreas, muitas das vezes até da área  da saúde, fazendo com que elas tirem conclusões precipitadas em vários assuntos.

Pesquisas apontam que 25% dos brasileiros recorrem primeiro à internet ao se depararem com algum problema de saúde, e, muitas das vezes acabam confiando e praticando a automedicação. Diante disso, evidencia-se que a cibercondria que relaciona a doença Hipocondria com as pesquisas digitais é algo muito comum no Brasil, podendo ocorrer muitas das vezes pela dificuldade do acesso a saúde. Contudo, vale ressaltar que o meio digital não substitui uma consulta com um especialista, e acreditar na internet é algo incerto e pode acarretar a uma compulsividade nas condições de saúde.

Uma pesquisa feita pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) por meio do Instituto Datafolha, constatou que a automedicação é algo comum entre cerca de 77% dos brasileiros nos últimos 6 meses, podendo criar uma relação de dependência ao seguir receitas inconsistentes. Nesse contexto, é intolerável que o Estado permita tal relação de fluxo de informações de medicamentos.

Em virtude dos fatos mencionados concluímos que a cibercondria pode gerar inúmeras consequências. Por esse motivo devemos acionar agentes responsáveis, sendo eles doutores, farmacêuticos, Ministério da Saúde que carecem aos pacientes informações e diagnósticos com mais objetivo e devem passar aos pacientes mais deliberações para que não tenham duvidas e façam com que busquem na internet ou em outras fontes não confiáveis.