Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 30/11/2020
Cibercondria é a busca excessiva por esclarecimento acerca de uma patologia ou uma possível patologia feita na internet. A partir disso, sendo uma internet um local onde qualquer dado ou informação pode ser inserido faz com que os nós acabem encontrando seus sintomas e possíveis medicamentos. Nesse sentido, a falta de hospitais e de profissionais nos postos de saúde, atrelado a ausência de palestras que visem explicar as consequências da automedicação que vão desde dependência até diversas psicopatologias, agem como impulsionadores desta problemática. Primeiramente, é ingênuo acreditar que o Governo é isento de culpa no que se refere a práticas de risco relativas à cibercondria. Por esse ângulo, à medida que trabalha insuficientemente em políticas que facilitam o acesso da população à saúde pública e os médicos especialistas, por sua vez, o Estado, de modo irresponsável, torna-se parte do problema. Destarte, com a dificuldade em realizar consultas no precário Sistema Único de Saúde, parcela dos usuários do serviço recorre à web para sanar dúvidas em fontes questionáveis e, ao realizar um diagnóstico amador, colocar sua saúde em risco. Dessa forma, uma amplia de internet o já perigoso conceito de ’’ automedicação ’’ para algo tão nocivo quanto: a possibilidade de qualquer sujeito exercer o papel de um especialista da saúde. Prova disso é, segundo matéria do portal UOL de abril de 2018, 37% dos brasileiros que usam a rede ter pesquisado sintomas e, como resultado, ter chegado a doenças que já suspeitavam ter adquirido no momento. Posteriormente, a ausência de palestras que visem explicar as consequências da automedicação influenciam na ocorrência da cibercondria. Haja vista that, segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, repleta de generality, exteriority and coercitividade. Nesse sentido, dados do Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade a automedicação é praticada por 76,4% dos brasileiros. E, realizam essa prática por influência da internet e dos familiares.
Portanto, para se atenuar essa problemática é necessário que o Governo Federal em conjunto com o Ministério da saúde invista na construção e formação de profissionais da área de saúde, gerando-se assim mais vagas e atendimento para aqueles que vêm sem opção ao adentrar em um hospital e acabam buscando opções online; Ademais,