Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 30/11/2020
Após a Guerra Fria, com o avanço do capitalismo, o processo de globalização intensificou-se, bem como seus efeitos. Diante disso, nos dias atuais podemos ver a cibercondria afetando a sociedade, ao presenciar o ato de pessoas se autodiagnosticando através da internet por varias razões. Com isso, ao serem contrariados e receberem outro diagnóstico no consultório médico, acabam por desacreditar desses profissionais e, por fim, se automedicarem podendo gerar graves consequências.
Pacientes hipocondríacos geralmente não acreditam na opinião médica sobre seu estado de saúde ou não confiam em exames com resultados negativos e isso dificulta tanto o trabalho dos profissionais da saúde como o processo de cura enfrentado pelo paciente. É possível confirmar isso ao ver dados da pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência em parceria com a Worldwide Independent Network of Market Research (WIN), em que confirma que 30% dos brasileiros não confiam no profissional que os atende.
Ao tentar se medicar ocorre uma serie de problemas levando em consideração que hipocondria é um transtorno mental, portanto, seus portadores sofrem com algumas complicações, como por exemplo: Problemas financeiros; isolamento social; e ansiedade excessiva. Em alguns casos, o portador da hipocondria corre o risco de desenvolver uma doença e não ser tratado, justamente por não procurar ajuda de profissionais qualificados.
Recai sobre o ser humano, portanto, o compromisso de administrar com mais consciência como mudanças proporcionadas pelo avanço do mundo globalizado, uma vez que o acesso a informações que geram diagnósticos se tornou facilmente acessível. Sendo assim, desde que haja uma parceria entre governo, comunidade e família, será possível amenizar os casos de cibercondria, construindo o progresso sem desconsiderar a ordem.