Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 30/11/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a cibercondria apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do governo,  quanto da internet. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a cibercondria deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a internet como promotor do problema. segundo mostra a Pnad Contínua. Em 2017, os brasileiros conectados somavam um contingente de 126,4 milhões de pessoas, o equivalente a 69,8% dos 181,1 milhões de indivíduos com idade de dez anos ou mais no país. Partindo desse pressuposto. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a internet contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações será revertido em menos pessoas na internet, através de meios que tirem essas pessoas da internet como mais parques, pracinhas, etc. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do problema,  e a coletividade alcançará a Utopia de More.