Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 30/11/2020
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão da cibercondria. Dessa forma, observa-se que a doença da era digital reflete um cenário desafiador, seja em virtude do autodiagnostico realizado por pessoas afetadas, seja pela automedicação.
Em uma primeira abordagem, deve-se pontuar que com o avanço e a facilidade no acesso da internet tornou cada vez mais comum o hábito de a população consultar fóruns online para todas as necessidades. Nesse contexto, não ocorreu diferente com assuntos da área da saúde, e as pessoas passaram a consultar suas enfermidades na internet. Como resultado, os números de casos de autodiagnostico e automedicação aumentaram.
De modo a complementar, um diagnostico online pode levar a varias implicações quando não consultado a um médico, como: o não tratamento de doenças graves pela despreocupação de que seja algo maior, bem como o desenvolvimento de uma ansiedade e desespero pela hipótese de ser algo crítico não levando em consideração que varias doenças de diferentes níveis possuem sintomas comuns. Ademais, outro fator importante é a automedicação, também consequência do autodiagnostico, que pode levar a uso exagerado e sem necessidade de remédios para tratar uma enfermidade não confirmada.
Fica evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para erradicar essa problemática. Logo, cabe ao Ministério da saúde - responsável pela administração da saúde publica - alertar a população sobre a gravidade da situação, e incentivar, através de campanhas midiáticas, a consulta ao médico e acompanhamento psicológico, visando o não desenvolvimento e o tratamento da cibercondria. Ademais, convém também a população consumir medicamentos apenas indicados por especialistas, assim evitando a automedicação.