Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 30/11/2020

Ao advento da revolução da tecnologia de informação, impulsionada com fim da guerra fria, anseia-se cada vez mais as respostas através dos navegadores da internet. No entanto, quando acessada, tal ferramenta oferece uma relação de confiança, entre os usuários. Sendo assim, criou-se uma sociedade que segue preceitos encontrados na rede, muitas vezes impulsionando a automedicação. Sob essa conjuntura, torna-se necessário a busca de subterfúgios para que essa inercial problemática seja combatida a fim de manter o bem estar da sociedade.

Em primeira análise, sob o advento da modernidade, cada vez mais a sociedade busca agilizar as relações.Posto isto, é notório que as pessoas buscam formas imediatas de realizar tarefas comuns, contribuindo para a formação de uma cultura que considera irrelevante ir a consultas médicas presenciais. Sob o ponto de vista do filósofo contemporâneo Zygmunt Bauman,  em sua obra “A Modernidade Líquida”, ele define que a partir da atualidade as pessoas cada vez mais possuem menos tempo para exercer funções, sendo conduzidas a realizá-las com rapidez. Em fundamento, o advento da modernidade, considera a consulta via internet mais viável do que a modalidade presencial.

Faz-se mister, ainda, saliente que cada vez mais, como as pessoas tendem a seguir recomendações rápidas da internet. Dessa forma, a sociedade é induzida a receitas que por muitas vezes de forma inconsistente. Haja vista que, a ingestão de medicação sem receita, pode contribuir com a atribuição de problemas sérios de saúde criando uma relação de dependência. Conforme Instituto de Pós-Graduação para Profissionais do Mercado Farmacêutico (ICTQ), cerca de 80% das pessoas acima de 16 anos praticam a automedicação. Com isso, cabe buscar medidas que visem a amenização das buscas inadequadas por diagnósticos médicos pela internet.

Infere-se portanto, que há entraves políticas que contribuem para a formação desse cenário. Em suma, é notório ressaltar a importância Em suma, é notória a importância de tratar sobre a automedicação. É importante que o Governo Federal vise a  criação de uma lei que vise proteger os usuários, proibindo a circulação de instruções para a medicação, sem receitas médicas, a fim de deixar de impulsionar o uso inadequando. Por intermédio do Ministério da Saúde em parceria com a Polícia Federal, podem contemplar com a criação do “Wmed”, contemplando com um site oficial que denuncie sites que trazem informações equivocadas, com o proposito de diminuir a medicação de maneira errada.