Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 30/11/2020

A Terceira Revolução Industrial, também conhecida como Revolução-Técnico-Cientifica, contribuiu muito para a evolução da tecnologia. Dessa forma, torna-se importante debater sobre a cibercondria, na qual o indivíduo realiza um autodiagnóstico com o auxílio desses avanços tecnológicos, principalmente a internet. Atualmente, as pessoas buscam esse auxílio digital, devido a ineficiência do SUS (Sistema Único de Saúde) e, por consequência, pode levá-las ao diagnóstico errado.

Em primeira análise, vale ressaltar que conforme a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado garantir saúde a todos. Contudo, sabe-se que esse direito é negligenciado, visto que, o SUS enfrenta vários problemas graves que afetam diretamente a população, por exemplo, as filas, demora no atendimento, falta de profissionais capacitados, entre outros. Desse modo, as pessoas optam por utilizar a internet que, além da rapidez, não é necessário enfrentar filas. Todavia, o diagnóstico não é confiável, podendo causar danos a saúde das pessoas, caso as mesmas resolvam automedicar-se.

Paralelo a isso, segundo a pesquisa do ICTQ (Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade) 40% dos paciente realizam autodiagnóstico pela internet e, consequentemente, ingerem medicamentos por conta  própria, sem o auxílio de um profissional da saúde. Outrossim, a automedicação, a partir de um diagnóstico errado, pode causar reações alérgicas, dependência química e, em alguns casos, a morte. Logo, fica claro os perigos da cibercondria e a necessidade de intervir nesse cenário.

Diante do exposto, evidencia-se que cibercondria é um problema que necessita de solução. Por isso, cabe ao Ministério da Saúde, mediante investimentos, melhorar o atendimento no SUS, contratando profissionais capacitados, reduzindo assim a demora no atendimento e as filas, a fim de evitar que as pessoas realizem o autodiagnóstico e a automedicação, além de tornar o sistema público de saúde brasileiro eficiente. Assim sendo, os 40% de pacientes que fazem o autodiagnóstico reduzirá.