Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/09/2020

Desde civilizações antigas como o Egito, é comum o uso de ervas e métodos simples para proporcionar mais conforto e bem-estar às pessoas. Sob tais circunstâncias, o mundo contemporâneo experimentou uma grande revolução tecnológica, que afetou o enorme desenvolvimento da ciência. No entanto, o alto nível de competência associado aos serviços públicos de saúde tem impedido que grande parte da população mundial tenha acesso a esses novos recursos, assim fortalecendo a automedicação.

É preciso ressaltar em primeiro plano que a revolução tecnológica avançou no campo da ciência. Portanto, colaborando com o surgimento de métodos científicos que possam auxiliar no uso e na prática da medicina, como o primeiro coração em vasos sanguíneos criado por cientistas israelenses em uma impressora 3D. No entanto, grande parte da população mundial não tem condições econômicas de utilizar esses novos recursos, ou mesmo serviços médicos básicos. Portanto, a incompetência dos serviços públicos e o alto custo dos serviços privados têm levado ao fortalecimento da cibercondria.

Em segundo plano, em 1988, o governo brasileiro criou um sistema único de saúde, cujo objetivo era mudar a desigualdade na atenção à saúde das pessoas. Dessa maneira, tornando obrigatório o atendimento público a qualquer cidadão. Porém, devido ao ineficiente serviço o direito ao atendimento público torna-se difícil e caótico. Assim, com a facilidade ao acesso aos meios de pesquisa, como a internet, muitos brasileiros optam pelo automedicamento e fazem a utilização de medicamentos sem consulta prévia a um profissional. Nesse sentido, cerca de 78% dos brasileiros praticam o ato de ingerir medicamentos por conta própria.

Assim, é notório que a deficiência na saúde pública aliada ao ato de se automedicar proporcionam riscos enormes a população. Infere-se, portanto, que é necessário medidas que divulguem o quão perigoso é o automedicamento, como pela internet, onde a informação se espalha facilmente e é de fácil acesso, assim como na televisão para atingir um maior número de pessoas. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Saúde elaborar programas para ampliar e melhorar o atendimento à população. Ademais, cabe ao cidadão ficar atento a essa questão, de modo a cobrar e pressionar o governo em relação aos seus direitos e enfim, a partir dessas ações, garantir o controle da cibercondria.