Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 22/09/2020
Cibercondria: a doença da era digital
No filme “Supercondríco”, que conta a história de Romain Faubert, que sofre de hipocondria, na qual a cada dia ele encontra novas doenças e com esse comportamento enlouquece sua família, amigos e equipes médicas de várias profissões. À semelhança do tema abordado no filme, no mundo da não ficcional as pessoas recebem medicamentos de venda livre, ou seja, com ajuda farmacêutica, principalmente em países subdesenvolvidos, daí a cibercondria, uma doença da revolução digital pós-industrial. Nesse sentido, fica clara a necessidade de maior orientação para a comunidade e do cumprimento das normas existentes.
Primeiramente, é importante notar que a busca pela automedicação é comum em pessoas que tem ansiedade por terem dificuldade em esperar e buscar recursos na internet, livros e até mesmo o bom senso das pessoas na forma de “adivinhar” para especular que doença possa ser. Com isso e o acesso limitado ao sistema público de saúde e às consultas médicas, acabam agravando essa situação. Segundo Aristóteles, a política deve ser usada para garantir o bem-estar dos grupos sociais. No entanto, constatou-se que as autoridades públicas brasileiras não realizaram corretamente esse ideal. Vendo que é difícil obter serviços médicos na sociedade, estimulam as pessoas a pesquisarem seus problemas de saúde em redes digitais como o Google.
Além disso, um fator que não reduz o número de vítimas da “cibercondria” é a venda ilegal de medicamentos pela internet, ou seja, as pessoas com essa doença tendem a comprar antidepressivos e outros medicamentos sem receita médica, o que é essencial para comprar este medicamento. Por isso, é fundamental que o governo dê ênfase à lei, que proíbe a compra ilegal de medicamentos pela internet sem receita médica, para não causar outros problemas de saúde, a cibercondria.
Portanto, é imprescindível que o Ministério da Saúde, que tem por missão promover, proteger e restaurar a saúde da população, promova em locais públicos como praças, auditórios e ambientes escolares, o debate sobre as ameaças da “cibercondria” com o auxílio de especialistas, principalmente psicólogos e profissionais de saúde que ajudar na mudança de comportamento do indivíduo para amenizar problemas como as consultas virtuais e, assim, construir uma sociedade que busca atendimento médico em prol do bem-estar.