Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/09/2020

Segundo o escritor R. Buckminster Fuller ’’ A humanidade está adquirindo toda a tecnologia certa por razões erradas’’. Ao analisar o pensamento do escritor e comparar com a realidade enfrentada no século XXI, é possível identificar que a internet trouxe inúmeras inovações para a passagem para a modernidade, mas que acabam usadas por razões erradas. Sendo viável citar a atualização dos meios de comunicação, no qual, uma pessoa pode se comunicar com outra do outro lado do mundo com facilidade, usando somete um celular. Entretanto, mesmo com os vários lados positivos da tecnologia, existe um lado ruim, o fácil acesso a informações que pode trazer grandes problemas de saúde.

Devido à simplicidade com que as informações podem ser achadas hoje, com a ajuda da internet, surge um novo problema na saúde, a automedicação. Segundo à pesquisa do Instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico mais de 70% dos brasileiros acima dos 15 anos realizam automedicação constantemente, ou seja, eles pesquisam no Google os seus possíveis sintomas e julgam qual seria a doença que eles têm. Muitas das vezes não procuram um médico para fazer um diagnóstico correto e acabam comprando remédios ou seguindo receitas caseiras que podem agravar o seu estado.

Dessa maneira, pode-se ressaltar o aumento de casos de pessoas que aparecem com a condição agravada  em plena pandemia do Covid-19. Inúmeras pessoas estão se automedicando com cloroquina como forma de se prevenir  do vírus. Entretanto, a automedicação pode tomar o caminho reverso do esperado e aumentar os sintomas da pessoa ou até mesmo levá-la a morte. Sendo possível evidenciar um caso ocorrido recentemente, um americano de mais de 50 anos  morreu ao se automedicar com cloroquina que é usada para limpeza de aquário. Essa atitude imprudente foi tomada para se prevenir do possível contágio do vírus, todavia, teve o efeito reverso.

Diante dos fatos apresentados, é essencial que o governo, não só do Brasil e sim de todo o mundo, crie campanhas, por meio da internet ou até mesmo em propagandas na televisão, para informar os cidadãos que a automedicação pode causar grandes danos para a saúde, sendo eles graves ou não, e que a melhor solução é procurar um médico para ter o diagnóstico mais certo o possível. Não procurando, assim,  ajuda na internet em busca de receitas caseiras milagrosas ou medicamentos desconhecidos. Sendo viável, também, que os farmacêuticos estejam atentos e auxiliem as pessoas na hora da compra, para que a quantidade de erro diminua e consequentemente o número de casos também.