Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 22/09/2020
Muito se discute sobre a cibercondria e em como ela afeta de forma negativa na vida das pessoas. Cibercondria é derivado da hipocondria, já que ambos tratam da sensibilidade do sistema nervoso deixando as pessoas obcecadas em procurar sintomas de doenças na internet, resultando no consumo de medicamentos sem prescrição médica. Com isso, é preciso analisar como as consultas virtuais contribuem para a continuação desse problema na sociedade.
Primeiramente, vale lembrar que a busca da automedicação é bastante comum em pessoas que tem ansiedade, pois elas tem dificuldade em lidar com espera e buscam meios mais rápidos para obter informações e assim se automedicar sem antes passar por um especialista da área, podendo agravar alguns sintomas ou piorando seu estado de saúde.
Segundamente, sabe-se que a automedicação pode trazer várias consequências tanto físicas, como psicológicas. Por exemplo “eu já vi casos de pessoas que estavam tomando remédio de depressão de outra pessoa. Cada indivíduo é um, é necessário avaliação pessoal”, explica o psicólogo Tom Damasceno. Então, por mais eficaz seja o remédio, nenhum medicamento deve ser consumido sem antes passar pelo diagnóstico profissional.
Com base nos fatos apresentados é mister que o ministério da saúde que tem como função de oferecer a proteção da saúde da população, promova em locais públicos como praças, auditórios e ambientes escolares, debates e palestras sobre os perigos da cibercondria com a ajuda de especialistas, principalmente de psicólogos e agentes de saúde que auxiliam na mudança comportamental do indivíduo, a fim de reduzir questões como a consulta virtual e, assim, construir uma sociedade que busca o atendimento médico em prol do seu bem-estar.