Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 22/09/2020
É evidente que a internet revolucionou o modo como as pessoas vivem, se comunicam, buscam informações. O acesso a saúde também foi modificado. As pessoas passaram a verificar seus resultados de exames no próprio aparelho eletrônico e acessar sites sobre saúde sem sair de casa.
Porém, as pessoas estão deixando de fazer um diagnóstico no próprio médico já que usam a internet para poderem se autodiagnosticar. Uma pesquisa feita pelo ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico) mostrou que a automedicação é praticada por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos e o índice de quem admite tomar remédio sem prescrição médica chega a 91% na faixa etária de 25 a 34 anos.
A automedicação pode parecer ser benéfica, mas pode trazer muitos riscos à própria saúde de quem a faz. O principal risco é a autointoxicação por conta disso. É importante reforçar, também, sobre o risco em aumentar a resistência da bactéria ao usar medicamentos de forma indiscriminada. Além disso, o uso indiscriminado desses medicamentos pode produzir reações alérgicas, dependência e até morte.
Acerca desse problema, é necessário que tenha uma intervenção do governo com o objetivo de diminuir tais ações. É preciso uma parceria do Ministério da Educação juntamente ao Ministério da Saúde para que organizem projetos em escolas com o objetivo de alertar os mais jovens sobre a importância dos profissionais de saúde e as consequências da automedicação através da internet. Além disso, o governo tem que fiscalizar farmácias que vendam medicamentos sem receita médica.