Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/09/2020

As mídias tanto televisivas quanto sociais têm mostrado com frequência que o Brasil vem enfrentando diversos problemas relacionados à cibercondria, que é uma ansiedade excessiva derivada de frequentes buscas online relacionadas à saúde. Por consequência disso, fatores como a negligência do Estado, e a automedicação, se tornam responsáveis por agravar essa problemática. Portanto, medidas são necessárias para extinguir esse óbice.

A priori é válido pontuar que esse imediatismo deve-se principalmente, à omissão dos setores governamentais, no que concerne à gestão eficiente do sistema público de saúde. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, porém, isso não ocorre no país. Devido a essa negligência das autoridades, esses indivíduos são obrigados em recorrer a outros meios, e buscam por respostas de supostos sintomas em veículos como a internet e até o senso comum. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.

Além disso, é relevante destacar que segundo o Conselho Federal de Farmácia, pouco mais de 75% dos brasileiros possuem a prática de se automedicar. Isso se torna mais evidente em pessoas que possuem uma rotina corrida, e por causa disso, não dão a atenção devida para sua própria saúde. No entanto, isso pode causar grandes riscos ao invés de benefícios, pois a probabilidade da pessoa obter um diagnóstico errado do seu problema, e uma medicação de maneira incorreta, é alta. Entre esses riscos estão; os efeitos colaterais dos remédios, reações alérgicas, entre outras ameaças.

Conclui-se, portanto, que o confronto aos problemas relacionados à cibercondria é um entrave que precisa ser mitigado. Dessa maneira, é imperiosa uma ação do Ministério da Saúde, que deve, por meio de palestras nos trabalhos, e propagandas nos meios televisivos e sociais, destacar quão importante é ter um acompanhamento profissional médico, ao invés de realizar automedicação. Assim, observar-se-á uma população com menos riscos de saúde, e consciente do que precisa ser feito.