Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/09/2020

A cibercondria é o medo excessivo e não realista que algumas pessoas manifestam de ter algum sintoma ou condição de saúde que pode ameaçar a vida dela, mas que ainda não foi diagnosticada, caracterizando assim a tendência de o usuário acreditar que tem todas as doenças sobre a qual leu na internet, tal conjuntura se dá por diversos fatores, dentre os quais se destacam ansiedade e consultas virtuais. Dessa maneira, é importante resolver as instâncias que envolvem a problemática.

Primeiramente, a ansiedade provocada pela busca incessante de tais informações, gera mais incertezas no paciente, levando a busca da automedicação, e por ser um método mais rápido de buscar “solução” para tal doença, acabam fazendo pesquisas na internet, livros ou até mesmo o senso comum das pessoas em forma de “achismos”. De acordo com o Conselho Federal de Farmácia (CFF), a automedicação é feita por 77% dos brasileiros. Contudo, a preocupação recorrente devido à ansiedade domina a vida do paciente, levando-o a automedicação podendo agravar determinados sintomas.

Outrossim, destacam-se as consultas virtuais como impulsionador do atendimento médico virtual. Devido aos planos de saúde absurdamente caros e a grande fila de espera em hospitais públicos, os indivíduos buscam por informações fáceis e rápidas pela internet, por conseguinte optam por um diagnóstico em sites. De acordo com o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 40% dos brasileiros, praticam o autodiagnostico usando meios digitais. Dessa maneira, não é viável que essa problemática persista na sociedade, uma vez que pode afetar o desenvolvimento socioeconômico.

Faz-se evidente, portanto, que ações são necessárias para alterar essa conjuntura. Para que isso ocorra, o Ministério da Saúde deve determinar a presença de médicos especialistas, como dermatologistas e ginecologistas, nos postos de saúde, de modo a tornar o atendimento médico menos burocrático, e consequentemente, reduzir as buscas por diagnósticos em sites, onde na maioria não são confiáveis. Além disso, deve promover palestras sobre a cibercondria, incluindo especialistas importantes nesse assunto como, psicólogos e psiquiatras, em lugares públicos e escolas, com o intuito de alertar as pessoas sobre esse perigo tão impregnando na sociedade, e convencer o público por optar por um atendimento médico.