Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 22/09/2020
Como disse o escritor e filósofo Marcos Túlio “A ignorância é a maior enfermidade do gênero humano.” Com os avanços da tecnologia tornou-se possível ter acesso a qualquer informação em questão de segundos, por conta disso, as pessoas se tornaram mais autônomas, e passaram a tomar decisões precitadas, sem a consulta de um profissional. Sobre isso, destaca-se a cibercondria, que é tendência do usuário acreditar que tem todas as doenças sobre as quais leu na internet. Nesse sentido, convém analisar as principais causas, consequências, e possíveis soluções para esse impasse.
Inicialmente, pode-se entender que o problema em si não é a internet, mas as muitas pessoas se automedicarem ou concluir que possuem uma doença sem a consulta de um profissional. Tal situação pode levar aos usuários a uma crise de ansiedade, por erroneamente concluírem que possuem uma doença fatal, ou fazer por conta própria o tratamento de um fator inexistente. Prova disso é, uma pesquisa realizada pelo ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico), feita em setembro de 2019, constatou que, a automedicação é praticada por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos.
Desse forma, por questões de falta de tempo ou até mesmo medo, o usuário vê na internet uma saída rápida, uma espécie de consulta instantânea.
Portanto, ao analisar tal problema e suas consequências, evidencia-se a necessidade de elaborar propostas para intervir no processo da hipocondria digital, ou seja, cabe ao Ministério da Saúde, por meio de um Plano Nacional de Combate à Cibercondria a criação de postos de saúde, e, a disponibilização de médicos especialistas para atender a população, com o intuito das pessoas se consultarem com profissionais, e assim obterem diagnósticos legítimos, evitando assim o autodiagnostico e a automedicação.