Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/09/2020

Tendo em vista a frase de que “A maior riqueza é a saúde”, é válido que seja analisado o pensamento do escritor estadunidense Ralph Waldo, no que se refere à importância de manter a saúde, logo atentar para que a tecnologia não prejudique a qualidade de vida torna-se necessário hodiernamente.

De fato, apesar de o país dispor de instituições hospitalares, as quais não se encontram nas melhores condições, a população insiste em obter respostas na internet, muitas vezes, sem antes uma consulta para lhe guiar a devida causa de seu problema. Nesse contexto, percebe-se que o sistema falho de saúde pública colabora com o hábito da automedicação, que é utilizada por cerca de 21% dos jovens menores de 16 anos, segundo o ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico).

Nesse contexto, tornou-se natural a ideia de autossuficiência, tendo em vista que, com um aparelho conectado à internet, o ser humano considera-se capaz de não só afirmar qual doença possui, como também de selecionar os melhores tratamentos e medicamentos para uma melhor saúde. em comparação, o atraso proveniente da Revolta da Vacina adveio da desinformação da população, enquanto que hoje, paradoxalmente, é o excesso de conteúdos que gera a automedicação e a adoção de cuidados alternativos sem a consulta prévia de um médico.

Em síntese, é perceptível que a orientação e as leis podem amenizar o quadro atual. Para a minimização dos problemas gerados, surge a necessidade de que o Ministério da Saúde(MS) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nos veículos de comunicação que incentive a procura de médicos e advirtam os cidadãos dos riscos para a saúde.