Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 10/08/2020

É perceptível que desde os tempos antigos o homem busca encontrar métodos e meios que possam facilitar o seu modo de vida, não se pode negar que com a invenção da tecnologia, a internet veio a substituir outros meios de pesquisas. Pode-se afirmar que a ela “caminha” com a rapidez e a eficácia desses sites de busca, porém, com a evolução da internet, foi surgindo vários outros problemas, tal como o da automedicação via pesquisa.

A automedicação via internet é recorrente do atraso e da demora do atendimento hospitalar das redes públicas de saúde (SUS - sistema único de saúde) e devido a isso, os pacientes se veem a mercê de pesquisar os seus sintomas na internet, a fim de resolver de forma simples, já que não há liberação de atendimento do sistema de saúde. Entretanto, existem casos que o paciente não possui o tempo necessário de espera e opta pela funcionalidade do Google, já que é um dos maiores sites de busca, logo, seu problema é resolvido em questões de segundos.

Toda essa recorrência pode acabar levando a alguns problemas na saúde de quem está sendo medicado virtualmente, uma vez que, não se sabe se o que está sendo falado na internet é verdadeira. Como resultado disso, o paciente pode acabar sofrendo a uma reação alérgica do medicamento que ele tomou, pode também sofrer um efeito contrário do remédio e/ou levar a morte do mesmo. Acontece casos de que a pessoa vira hipocondríaca - obsessão com a ideia de ter um problema médico grave - e começa a surgir vários problemas graves em cima disso.

Com o objetivo de resolver esse problemas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deveria investir em criação de plataformas/sites com médicos ativos e de atendimento rápido, visto que, existem pessoas que não possuem tempo para ir no hospital para uma consulta presencial. Em situações mais graves, o médico deve encaminhar para alguma unidade de pronto atendimento. Caso essa tecnologia avançada seja disponibilizada, haverá maior rapidez nos atendimentos e diagnósticos do paciente. Além disso, a fim de resolver a demora do SUS, deve-se implantar uma maior carga horária dos médicos e um aumento no número de fichas de consultas, já que existe um limite por dia. Logo, o sistema único de saúde fornecerá um atendimento de maior qualidade a seus pacientes.