Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 07/08/2020
Com a terceira revolução industrial, grandes inovações no campo da tecnologia ficaram de mais fácil acesso a todos. Com isso, se tornou cada vez mais simples ter qualquer informação com apenas um clique. A Cibercondria é um grande exemplo disso, caracterizado como a doença digital. Neste sentido, no que se refere à questão da Cibercondria no Brasil, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude da ineficiência do Estado e a automedicação da população.
Primeiramente, é importante ressaltar que, o Estado está fortemente ligado aos casos de Cibercondria, por conta das grandes filas no SUS (Sistema Unificado de Saúde) e os altos preços em planos de saúde, muitos preferem não encarar o atendimento médico. De acordo com o G1, o tempo de espera para atendimento pelo SUS, é de um ano e quatro meses, o que causa medo aos cidadãos, preferindo recorrer à internet para sanar suas dúvidas, muitas vezes com fontes não confiáveis, como mostra os dados do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), que 40% das pessoas fazem autodiagnóstico pela internet para se livrar de prontos-socorros lotados.
Além disso, outro problema muito alarmante são os altos números de pessoas que fazem a automedicação por pesquisas na internet no país. O conselho Federal de Farmácia consta que 77% dos brasileiros usam medicação por conta própria, sem acompanhamento profissional e sem ter a certeza do que realmente está tentando curar. Porém, essa comodidade de “saber” qual remédio fazer uso baseado em pesquisas traz vários riscos. De acordo com a Confederação Médica UNIMED, a automedicação pode geral intoxicação, interação medicamentosa, que é quando o remédio entra em contato com drogas, álcool e cigarro, resistência de microrganismos e dependência química, trazendo diversas complicações à saúde, como paradas respiratórias.
Portanto, para solucionar os problemas da doença digital, medidas precisam ser tomadas. Faz-se necessário que, o Ministério da Saúde crie um plano de governo Nacional de combate à cibercondria, implantando mais médicos em Postos de Saúde e Hospitais Públicos Municipais de todo o país, para que as filas diminuam e os casos de diversas áreas sejam tratados. Esse plano de governo também deve contar com propagandas em televisões, rádios e redes sociais, afim de conscientizar a população dos graves riscos da automedicação para saúde. Assim, talvez a tecnologia seja usada somente para meios seguros e benéficos aos indivíduos.