Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 03/08/2020
Com o avanço da tecnologia e sua acessibilidade, foi proporcionado um acesso mais fácil e rápido às informações além de muitos avanços em áreas como ciência, medicina, arquitetura, etc. Porém, também há o lado negativo de sua acessibilidade, já que pode ser usada tanto para pesquisas quanto para postar, e isso acaba gerando muitas opções e geralmente só é consultado as primeiras opções, as quais nem sempre são confiáveis e/ou tem informações incompletas.
A falta de cuidado nas pesquisas acaba proporcionando vários problemas, entre eles a “Cibercondria”, que é o fato de alguém estar (ou acreditar estar) doente e simplesmente pesquisar os sintomas ao invés de procurar ajuda médica. Isso pode acabar sendo prejudicial à saúde, já que o usuário pode tomar medicações por conta própria, podendo ocasionar em outros sintomas. “No Brasil, 79% das pessoas com mais de 16 anos admitem tomar medicamentos sem prescrição médica ou farmacêutica. O percentual é o maior desde que a pesquisa começou a ser feita pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ). Em 2014, 76,2% diziam automedicar-se e em 2016, 72%”, diz uma pesquisa realizada em 2018 pelo ICTQ. Um dos motivos disso acontecer é o fato de que as pessoas que não tem condições de pagar uma consulta acaba optando a faze-la por conta própria na internet.
Porém, se o governo investisse mais aos sistemas de saúde pública e divulgações, propagandas de televisão conscientizando dos perigos da “alta-medicação”, com profissionais da saúde explicando essas informações. Assim, haverá menos desinformação e proporcionando uma vida mais saudável a todos.