Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 02/08/2020

No filme Uma Razão Para Viver, dirigido por Andy Serkis, o personagem Robin faz referência a um sintoma da Cibercondria. Fora da ficção, encontramos o mesmo indício, por exemplo, já faz parte do nosso cotidiano fazer pesquisas na internet, qualquer dúvida que surge, pode ser encontrada no Google, com diversas respostas. Contudo, há situações que essas pesquisas não são muito recomendadas, em razão de que pode estimular um medo exagerado e não realista de ter algo prejudicial à saúde. Desse modo, ocasionando sintomas, como a automedicação.

Verifica-se, que a prática de ingerir medicamentos sem indicação medica, aumentou muito no período das guerras. De acordo o doutor e historiador Franz Anton Mesmer, formado na universidade de Yale University, o principal problema enfrentado por quem precisava de medicações durantes tempos de conflitos, era o não o conhecimento do remédio certo. Com isso, acabavam se baseando em convicções alheias, e por fim terminavam mortos.

Mais precisamente, a automedicação é praticada por 79% dos brasileiros maiores de 16 anos, de acordo com dados do ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico). O problema de se medicar sem orientação medica, é que o remédio tomado, possa trazer consequências para o organismo, além de dificultar na cura de uma doença, se for o caso.

Em suma, a Cibercondria é uma doença silenciosa, que traz como principal problema, a automedicação. Portanto, é necessário um maior investimento em saúde, que traga consigo, a necessidade de ter em mãos, receitas medicas para a compra de qualquer medicamento. Inclusive do dipirona e paracetamol que todos tem em casa.