Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 30/07/2020
Com a tecnologia evoluindo cada vez mais, o mundo está acompanhando esse progresso. Temos carros, celulares, máquinas e até robôs, que trazem muitos benefícios para nosso dia-a-dia. Porém, podemos encontrar o lado negativo nesse crescimento, como o cyberbullying, insônia e muitas vezes até a depressão, dependendo do conteúdo que a pessoa consome; no meio de todos esses problemas e doenças, podemos encontrar a cibercondria, que aparenta ser inócuo, entretanto, pode trazer grandes consequências, sendo uma delas até a morte.
Sendo considerada a “doença da era digital”, a cibercondria é uma variante da hipocondria — crença de que sintomas comuns podem indicar uma doença mais grave —, onde as pessoas usam do benefício do rápido acesso a Internet para se automedicar, como se uma simples gripe pudesse ser algo mais grave.
Na série Black Mirror, criada por Charlie Brooker, o mundo é retratado de uma maneira que se encaixa à nossa vida — apesar de no seriado as tecnologias serem ainda mais desenvolvidas do que temos acesso atualmente —, muitas vezes trazendo uma crítica social sobre a tecnologia, capitalismo e as consequências sobre as relações humanas a fim de dar mais foco e atenção no que acessamos e dedicamos nosso tempo, tentando nos mostrar com o que devemos tomar cuidado.
Além de tomarmos cuidado com o conteúdo que estamos conectados, devemos sempre lembrar de que as fake news estão se espalhando cada vez mais rápido entre os meios comunicativos, assim sendo, pessoas estão recebendo mais e mais informações e muitas vezes não sabem discernir o que é uma informação confiável e confirmada por especialistas na área de que se trata. Como ainda, há a venda de remédios para doenças comuns sem a receita médica.
Com o propósito de conseguir reduzir o número de pessoas com cibercondria, algumas medidas deveriam ser tomadas, sendo elas decididas pelo Ministério da Saúde; por outro lado, o Ministério da Educação dar atenção a essa questão, de modo que as informações sobre elas chegam a todos — destacando os meios online. Num segundo instante, a sociedade deveria se informar mais sobre esses problemas, para começarem a levar isso de forma mais séria, indo em consultas com especialistas para confirmar sua situação.