Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 29/07/2020
O filme produzido no ano de 2014 denominado ‘’Supercondriaque’’ relata a história de um fotógrafo chamado Romain Faubert, que apresenta um caso de hipocondria. Por influência de sua doença, o homem dizia ser portador de alterações do seu estado de saúde no qual não possuía, e acabava se automedicando. Nos dias atuais a internet vem ganhando espaço e uma nova enfermidade acabou surgindo, que é chamada de cibercondria. Essa doença é um distúrbio que une a modernidade com hipocondria, onde o paciente acaba pesquisando alguns de seus sintomas nas redes e se auto-diagnostica com enfermidades pela qual ele nem se quer dispõe. Esse problema acaba fazendo com que a vítima perca a qualidade de vida e possua ataques de ansiedade.
Primeiramente, podemos citar que em nosso país diversas pessoas fazem uso de medicamentos sem a recomendação de um profissional, e isso está diretamente relacionado com pesquisas na internet, ou seja, cibercondria. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), aproximadamente 10 milhões de pessoas ao redor de todo o mundo irão morrer por automedicação até 2050. A utilização desses remédios são responsáveis por grande parte dos casos registrados de intoxicação em nosso país. Diversas pessoas optam por buscas e soluções online e a sua justificativa está relacionada ao mau funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo elas, o agendamento de uma consulta e as filas de espera nos hospitais e postos de saúde acabam gerando um grande tempo de aguardo.
Um dos principais problemas que está relacionado a cibercondria é o fácil acesso que população possui para poder comprar diversos tipos de remédios e medicamentos. Decorrente de um estudo realizado em 2012 pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), juntamente com o instituto Datafolha afirma que um quarto de cada capital brasileira consome remédios controlados sem prescrição médica. Outros estudos também podem afirmar que aproximadamente 83% dos utilizadores de drogarias e farmácias as vêem como supermercados e lojas, o que é extremamente preocupante. Sobre tudo, o medicamento sem receita pode acabar causando uma possível reação adversa, o que realmente acontece com 49% da população que consome o mesmo sem orientação.
Para reduzir o problema, é necessário que o governo invista na saúde pública, assim gerando menos filas, atendimento rápido e maior conforto para a população buscar ajuda médica ao invés de pesquisas sem ajuda profissional. É importante ressaltar a melhor fiscalização da vigilância sanitária nas farmácias, checando constantemente se os produtos com tarja estão sendo vendidos corretamente com receita médica. Além disso, medicamentos no geral devem possuir sua venda limitada, para reduzir o consumo em excesso, utilizando o CPF para averiguar a frequência pela qual se é ingerido.