Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 30/07/2020

A criação da internet durante a guerra fria permitiu que o acesso a informação fosse de fácil e rápido acesso, sendo muito conveniente em diversos casos, entretanto, o excesso de pesquisas desnecessárias pode ser prejudicial à saúde, isso ocorre em pacientes diagnosticados com cibercondria, transtorno no qual o paciente procura seus sintomas na rede e acredita apresentar doenças com os mesmos indícios. Esse habito pode influenciar pessoas a se automedicar e também gerar a ausência de consultas com um profissional da área. Tornando assim, essencial providencias para diminuir o número de cibercondiacos.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar o fato de muitas pessoas realizarem automedicação, sendo estimuladas pelas buscas realizadas na internet, vista por muitos como uma solução para alivio momentâneo de determinados sintomas. Este hábito, contudo, pode trazer graves danos à saúde. Segundo uma pesquisa realizada pela empresa farmacêutica multinacional Pfizer no Brasil, em média 35% dos medicamentos são adquiridos na farmácia sem receita médica. Apesar disso, a Ministério da Saúde criou em 2007 um Comitê Nacional para Promoção do Uso Racional de Medicamento (URM). Entretanto essa ação não foi o suficiente, podendo ser comprovado pelo fato supracitado.

Para Albert Einstein era óbvio o avanço tecnológico e temia que essa inovação superasse a raça humana. Contudo esse tempo chegou. Diversas pessoas acabam preferindo se consultar virtualmente por conta própria, e acabam acreditando cegamente nas informações buscadas, deixando de realizar uma consulta com um especialista. Para vários, é muito mais fácil ser atendido pelo “Doutor Google” do que ir a uma unidade de saúde, e esperar por horas para receber atendimento, ou pagar um elevado valor em uma consulta particular.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Segundo Immanuel Kant “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Assim sendo, é necessária uma parceria entre o ministério da educação e o ministério da saúde para instaurar nas escolas públicas e particulares palestras aplicadas por profissionais sobre a importância de consultas regulares ao médico e alertar aos jovens sobre os problemas relacionados à automedicação. Ademais, é de suma importância que a mesma parceria, forneça em todas as redes de ensino uma psicóloga disponível para atender e exercer um acompanhamento psicológico com os alunos, cuidando e tratando da saúde mental dos mesmos.