Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 28/07/2020

Em uma pesquisa feita pela BBC foi concluído que os médicos começariam a lidar com uma nova condição em que os pacientes, antes de ir ao médico, consultavam seus sintomas na internet e posteriormente consultavam um especialista com uma ideia sobre a doença que pensavam sofrer, essa condição recebeu o nome de cibercondria.

É preciso ressaltar que a cibercondria é um tema que vem sendo muito debatido no Brasil atualmente, visto que 40% da população brasileira faz autodiagnósticos e se automedicam a partir de dados encontrados na internet, informações de 2018 do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ).

É importante considerar também que as informações prescritas pelo Google, são equivocadas, uma vez que uma simples dor de estômago pode ser um câncer. A falta de conhecimento das pessoas gera a desinformação, contribuindo assim a proliferação de fake news e no aumento da ansiedade e preocupação de uma possível doença mais grave e séria do que a realidade.

Mostra-se necessário enfatizar que a automedicação não deve ser feita, pois todo medicamento necessita de prescrição médica,algo muito sério a ser lembrado, pois é uma das causas da cibercondria. Como por exemplo o uso de Ritalina pelos estudantes, medicamento que promete horas de concentração e rendimento nos estudos. Além de que, estudos comprovam que o uso continuo de medicamentos sem necessidade torna os agentes causadores da suposta doença, mais resistentes.

A vista disso é de suma importância a intervenção do governo, juntamente com os Ministérios da Educação e da Saúde, promover debates e palestras nas escolas e o conhecimento sobre a cibercondria, oferecendo aos estudantes o conhecimentos dos perigos do autodiagnóstico e da automedicação. Aliás a necessidade de combater sites não seguros que propagam informações duvidosas, pois assim como para Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”.