Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 30/07/2020
No filme Uma Razão Para Viver, dirigido por Andy Serkis, o personagem Robin faz referência a um sintoma da Cibercondria. Fora da ficção, encontramos o mesmo indício, por exemplo, já faz parte do nosso cotidiano fazer pesquisas na internet, se rolou qualquer dúvida é muito provável que você entre em ferramentas de buscas e encontre diversas respostas. Contudo, há situações que essa pesquisa não são muito recomendada, porque pode gerar um medo exagerado e não realista de ter algo prejudicial a sua saúde. O nome informal recebido por essa condição é Cibercondria - a doença da era digital.
Um dos grandes riscos da Cibercondria é a automedicação, praticada por 79% dos brasileiros maiores de 16 anos, de acordo com dados do ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico). O problema de se automedicar, é que você pode estar tomando um remédio que possa trazer consequências para seu organismo, além de dificultar na cura de uma doença, se for o caso.
A automedicação pode ser muitas vezes influenciada por motivos externos, dificuldade de acesso aos serviços de saúde; a demora ou o preço de uma consulta médica; assim como, a não comercialização de doses fracionadas, exigindo que o consumidor compre doses de medicamentos além do necessário. São esses alguns, entre diversos outros motivos pela qual a automedicação se torna cada vez mais comum entre as pessoas.
É fundamental frisar que a Cibercondria é uma doença séria e que vem afetando cada vez mais pessoas, com isso é necessário a conscientização e compreensão populacional sobre seus riscos. Sendo assim as medidas necessárias são, primeiramente a intervenção do governo, e antes de tudo a de ser tratada com seriedade com profissionais qualificados, como psicólogos.