Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 19/07/2020

Com os aparelhos tecnológicos e sites de pesquisa cada vez mais presentes em nossa rotina, ficamos vulneráveis às informações benéficas e maléficas. Quando pessoas são constantemente influenciadas, elas tendem a ficarem ansiosas com o diagnóstico que fizeram a partir de informações nem sempre verídicas. Com a COVID-19 em avanço no país, as pessoas ficam propensas à busca de informações em sites da web, no entanto podem acabar consumindo fake news, podendo desencadear ataques de pânico e ansiedade devido informações desnecessariamente e indevidamente alarmantes.

A telemedicina no Brasil foi aprovada pelo Senado em decorrência ao cenário atual. Antes, durante e certamente depois da pandemia, consultas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) eram realizadas depois de uma longa espera. A espera e angústia juntos da necessidade de uma resposta, fazem com que coloquemos os sintomas em navegadores de pesquisa para uma rápida conclusão, mas esquecemos que as respostas são feitas por pessoas comuns que nem sempre são formadas na área. Devido ao sistema de saúde público e privado sobrecarregado em decorrência ao grande número de infectados pelo vírus, as consultas online se tornaram realidade, entretanto quando há a certeza de algo por meio de fontes duvidosas, o paciente tende a crer que o especialista está enganado caso o diagnóstico seja diferente ou não satisfatório. Conclusões precipitadas podem influenciar uma possível consulta ao especialista, dando espaço a neurose pela automedicação sem a indicação de um médico responsável, ignorando o fato de que algo sério possa se agravar ou então apresentar alergia ao medicamento.

O Estado é responsável pelas vidas de seus cidadãos, e em uma pandemia seu papel é crucial. A criação de um site confiável e seguro com informações, auxílio e conscientização para a população, é uma ferramenta que ajudará no gerenciamento dos pacientes que precisam de um leito caso precise. Tomar um remédio sem ir ao médico, não te faz uma pessoa hiporcondríaca mas o uso em excesso e descontroladamente, sim. Para evitar ser pego por notícias falsas, o usuário deve se atentar às fontes do site, e ainda em caso de dúvida, uma central de ajuda poderá ajudá-lo e caso necessário, auxiliar no agendamento de uma consulta com o especialista, que seria possível  em decorrência ao aumento de contratações de médicos e construções de hopsitais públicos com infraestrutura adequada.