Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 20/03/2020
Muito se tem discutido sobre a doença da era digital, também chamada de Cibercondria. Este quadro tem várias causas, porém duas se destacam que são a falta de tempo das pessoas e a autoconfiança sobre o assunto. Sendo assim, o Estado deve procurar conscientizar a população que se autodiagnosticar é errado e deve ser evitado.
De fato, o atual cenário mundial do trabalho não permite que a maioria dos trabalhadores tenham muito tempo para cuidar da saúde. Trazendo essa situação para a realidade das grandes capitais brasileiras, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro, grande parte das pessoas começam a se deslocar para seus locais de ofício antes do sol nascer e voltam as suas casas após às 20h. Essa circunstância faz com que essa classe não tenha tempo de procurar uma ajuda especializada ao se sentir doente e recorrem as pesquisas de sintomas na internet e isso pode gerar grandes prejuízos para a saúde do cidadão, pois ele pode ser diagnosticado com algo que não condiz com sua situação.
Além disso, a sociedade atual tem muita autoconfiança em assuntos que nunca estudaram. O acesso a internet permitiu que bilhões de pessoas relizassem pesquisas de maneira mais rápida, porém isso aumentou na população o sentimento de não precisar mais de um médico especializado para fazer um diagnóstico do quadro clínico dele por exemplo. Segundo Bauman, o homem se afasta da reflexão sobre o que é moral e saudável no momento em que passa a administrar sua vida. Fazendo uma analogia com o contexto, o acesso a uma ferramenta feita para ajudar o ser humano acaba sendo utilizado pelo mesmo para se destruir.
Portanto, o Ministerio Público -e suas variações em outros países- que, segundo a Constituição, é responsável por fiscalizar o Estado, deve cobrar maior rigor nas ações de prevenção a Cibercondria. Isso por meio de propagandas e campanhas na televisão e na internet promovendo a conscientização das pessoas ao explicar os prejuízos que se autodiagnosticar pode trazer e também tornar mais rígidas as leis em relação a venda de medicamentos. Dessa forma, o número de pessoas com essa doença da era digital vai diminuir consideravelmente.