Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 17/03/2020

A utilização da tecnologia para resolução de problemas do dia a dia se tornou comum no Brasil. No entanto, essa prática, por parte da população não especializada, pode trazer más consequências se for utilizada para se autodiagnosticar, podendo chegar a tornar-se uma obsessão. Para solucionar esse problema, nomeado de Cibercodria, medidas devem ser tomadas.

A priori, deve-se evidenciar a equivocada prática de consulta virtual como um fator agravante para o distúrbio da cibercondria. Grande parte da população brasileira tem o hábito de fazer uso dos sites de pesquisa em situações de dúvida sobre a saúde. No entanto, devido às informações virtuais, muitas vezes, não serem fornecidas por profissionais da saúde, a veracidade delas é questionável. Além do mais, existem diversas doenças com sintomas coincidentes, causando confusão no usuário de dados. Devido a isso, essa prática traz ao usuário problemas de estresse e ansiedade causada pela preocupação desnecessária ou até mesmo disseminação ou omissão de doenças terríveis, caso o problema tenha sido confundido com algo mais simples.

Ademais, junto à péssima prática anteriormente citada, o hábito da automedicação pode ser outro agente prejudicial à saúde dos indivíduos brasileiros. É comum ver qualquer cidadão entrar em farmácias por todo o país e conseguir comprar determinados medicamentos mais simples com facilidade. No entanto, apesar de simples, ainda são substâncias químicas capazes de alterar o metabolismo dos usuários. Por esse motivo, o fornecimento de medicamentos comuns para a população, como analgésicos, antitérmicos e antiinflamatórios, de maneira indiscriminada pode ser responsável por casos de intoxicação e falsa melhora de sintomas, mascarando doenças perigosas. Para resolver  esse lastimável cenário, a ação do Estado é necessária.

Portanto, pode-se perceber que os problemas que estão relacionados ao distúrbio da cibercondria são de responsabilidade do Governo brasileiro que, por meio da criação de lei deve proibir a venda de qualquer tipo de medicamento sem a presença de receita médica. Além disso, deve ser feita uma parceria entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e as Secretaria de Saúde de cada estado que disponibilizarão profissionais responsáveis por fiscalizar as receitas e notas fiscais de cada farmácia periodicamente. Essas medidas têm como objetivo reduzir as consequências da cibercondria. Para a resolução absoluta do assustador distúrbio, somente uma reeducação proveniente das  famílias e instituições de ensino sobre o uso correto da tecnologia de informação, por meio de palestras e aulas para todos, seria a saída.