Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 21/03/2020
Sabe-se que o surgimento da internet, pós 2ª Guerra Mundial, possibilitou, sem dúvidas, inúmeros benefícios para os indivíduos, entre elas, o fácil acesso as informações. Porém, acompanhada a essa era digital, surgiu, também, um problema cada vez mais comum: a cibercondria. Nesse contexto, a confiança do usuário nas informações presentes na internet é uma das principais causas desse dilema que, lamentavelmente, resulta na automedicação.
Em primeira análise, a confiança dada pelas informações apresentadas na web é a principal causa responsável por gerar, no indivíduo, uma obsessão em acreditar nas doenças pesquisadas nas redes,ou seja, a cibercondria. Porém, nem todas essas fontes de redes de busca são confiáveis e, sem dúvidas, tal pesquisa não substitui de forma alguma a consulta por um profissional de saúde. Com isso, é cada vez mais comum as pessoas já apresentarem, em uma consulta médica, uma possível doença pelo fato de ter feito uma pesquisa em casa sem ao menos ter o diagnóstico preciso ou ,pelos sintomas sentidos, procuram a internet e ignoram a consulta, o que pode deixar passar uma possível doença mais grave.
Ademais, uma das principais consequências da doença da era digital é a automedicação. Isso porque, além de fazer a própria consulta pela internet, as pessoas procuram também a solução de uma possível doença e, assim, acabam se automedicando. Segundo uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácia, em parceria com o Datafolha, no 1º semestre de 2019, cerca de 80% da população brasileira já praticou a automedicação. Isso demonstra que no país, lamentavelmente, há uma falha nas fiscalizações de farmácias que vendem os medicamentos sem receitas e, sobretudo, há uma ausência de preocupação das pessoas quanto aos riscos desses hábitos, uma vez que podem levar a intoxicação do indivíduo e, até mesmo, a morte.
Portanto, faz-se necessário que a cibercondria seja tratada como uma das prioridades no país. O governo, através das mídias sociais, deve promover propagandas e fazer palestras nas comunidades sobre o perigo de se utilizar a internet como fonte de pesquisas para possíveis doenças, a fim de mostrar que nem todas as informações apresentadas pela web são seguras e não dispensam, sem dúvidas, a consulta médica. Além do mais, o Governo, em parceria com o Ministério Da Saúde, deve promover mais propagandas, nos meios de comunicação, sobre os perigos da automedicação, assim como promover fiscalizações mais eficazes nas farmácias, com o objetivo de acabar com a venda de medicamentos sem receitas e, finalmente, investir em mais profissionais da saúde, como psicólogos e psiquiatras, para tratar os casos de pessoas com cibercondria.