Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 20/03/2020
Cibercondria é diagnosticada como uma doença psicopatológica ligada ao espaço cibernético a qual os indivíduos, “obcecados com seu estado de saúde”, consultam através da internet o que está afetando-os. Por consequência, o usuário é exposto à situações estressantes, bem como, autodiagnósticos pessimistas que induzem a ansiedade e a automedicação.
Em primeiro plano, vale ressaltar que a busca frequente por informações ou diagnósticos sobre sintomas e doenças no mundo virtual, ocasiona o surgimento de distúrbios como o transtorno da ansiedade generalizada (TAG), que segundo o manual de classificação de doenças mentais (DSM.IV), é um distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”. Esse hábito acarreta em conclusões ilusórias e infundadas que podem instigar o individuo a substituir eventuais consultas médicas.
Ademais, no filme " O Fabuloso Destino de Amelie Poulain", Georgette, empregada da tabacaria, explicita ao espectador o hábito de sempre ingerir ou inalar alguma medicação para manchas ao constatar qualquer problema existente, dessa forma a personagem revela-se hipocondríaca. Não obstante, na contemporaneidade, o acesso á internet é um valioso recurso que nos auxilia em vários aspectos, esclarecendo dúvidas sobre diversos assuntos. No entanto, quando se trata de doença, mais precisamente de autodiagnóstico, evidencia-se à automedicação como uma preocupação mundial à saúde da população. Esse comportamento é resultado da falta de assistência médica, assim como a facilidade do acesso a medicação e seu consumo.
Em suma, é mister que o Estado proponha a superação desse desafio adjunto à melhoria do quadro atual. Para isso, é necessário que o Ministério da Saúde insira a Psicoeducação no ambiente escolar, por meio de palestras, informativos e alertas televisivos, com o intuito de salientar a importância da realização de consultas com profissionais especializados, de forma a evitar transtornos mentais e a automedicação.