Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 17/03/2020

Desde a criação e o desenvolvimento da internet, o mundo já não é o mesmo que em alguns anos atrás, visto que ela vem revolucionando a comunicação, as relações sociais e o acesso a informações. Contudo, essa ferramenta pode ser usada de maneira erronia, ocasionando a Cibercondria. Por isso, faz se necessária a análise sobre essa doença da era digital, avaliando a problemática em suas causas e consequências.

Em primeira instância, é preciso entender o que provoca a Cibercondria. Dessa forma, é perceptível que no Brasil muitas pessoas desconhecem a doença, bem como a importância de combatê-la. Nessa perspectiva, muitos indivíduos quando sentem alguma anormalidade com o seu organismo, recorre a internet a fim de um diagnóstico. Entretendo, não levam em conta que muitas informações na internet são erradas, e mesmo quando estão corretas, esses sintomas podem ser correspondentes a outras doenças das mais graves até as que são menos perigosas. Logo, é indispensável a análise do médico, visto que só esse pode de fato, dar um resultado preciso. A prova disso é que, segundo o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), cerca de 40% dos brasileiros se autodiagnosticam.

Outrossim, é preciso entender as consequências desses fatores. Diante disso, percebe-se que o hábito de se automedicar é um resultado direto deste diagnostico pessoal. Isso está refletido em uma pesquisa do Conselho Federal de Farmácia (CFF), na qual apontou que 77% dos brasileiros se automedicam. Nesse contexto, o problema resulta em uma “bola de neve”, já que um remédio pode afetar vários outros sistemas do organismo, desenvolvendo outras doenças. Além disso, se o indivíduo, por meio da pesquisa na internet aliado ao senso comum, considerar que os seus sintomas correspondem a uma simples virose, acaba banalizando essas anormalidades que podem ser frutos de problemas bem mais graves, e essa demora dificulta ainda mais o tratamento futuro, como é o caso do câncer.

Portanto, é indispensável medidas para solucionar a Cibercondria. Dessa maneira, o Ministério da Saúde, por meio da televisão e redes sociais – que são meios de comunicação muito utilizados pela população brasileira - deve investir em propagandas educativas, que visem instruir sobre o que é e os perigos desta doença, para que assim as pessoas possam se conscientizem, buscando a ajuda profissional para a análise do seu quadro e a intervenção deste. Assim, será possível enfrentar as causas e consequências supracitadas, diminuindo os dados da ICTQ e CFF.