Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 25/10/2019
Ao relacionar o poema “No meio do caminho” do escritor brasileiro Carlos Drummond de Andrade com a realidade contemporânea, pode-se comparar a Cibercondria com o papel exercido pela pedra citada na obra. Haja vista que a pedra dificulta a chegada do eu-lírico a seu destino e a cibercondria prejudica a saúde dos indivíduos ao se autodiagnosticarem por meio da internet. Mediante isso, torna-se necessária a reflexão social, bem como alternativas de solucionar essa doença que infelizmente perdura em parte da sociedade e suas principais consequências: a automedicação e o tratamento errado da doença.
A priori, é axiomático que a Cibercondria contribui com a automedicação. Desse modo, o indivíduo que procura os sintomas de uma doença na internet e toma medicamentos sem uma prescrição médica arrisca sua saúde. Assim exibido no documentário norte-americano “Take your pills”, em que um ex-jogador de futebol americano consequenciou o fim de sua carreira no esporte devido a utilização do remédio “Adderall”, obtidos por meio online, e seus graves e irreversíveis efeitos colaterais.
Cabe salientar, outrossim, a Cibercondria um dos precursores de fazer com que o indivíduo trate a doença de forma errônea. Nesse sentido, apesar da internet ter sido criada no ano de 1969 durante a Guerra Fria com o objetivo de estabelecer uma boa comunicação incriptável e segura entre os operantes americanos. Entretanto, atualmente, a rede influencia negativamente na saúde dos cidadãos que insistem em procurar tratamento de forma “online” pois, é concebido a eles resultados na maioria das vezes que agravam ainda mais a doença em questão.
Portanto, mediante os fatos supracitados, evidencia-se a necessidade de não só amenizar como solucionar esse revés. Com isso, é mister que o Ministério da tecnologia, juntamente com o Ministério da saúde, efetuem códigos de programação que conceda plataformas de pesquisas digitais diagnosticarem doenças apenas para profissionais graduados na área de saúde ao cadastrarem no site do governo suas informações de formação, a fim de fazer com que usuários leigos do assunto não se automediquem ou se tratem de forma errada. Dessa maneira será retirada mais uma pedra prejudicial a saúde dos cidadãos.