Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 23/10/2019
Como já dizia o físico intelectual Albert Einstein, “tornou-se aterradoramente claro de que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa humanidade”. Isto se explica pela presença da infinidade de informações armazenadas na internet e juntamente com a dependência humana sobre esta. A era digital acabou por elevar casos de distúrbio psicológico, persuadindo os internautas ao autodiagnóstico. Assim, faz-se necessário a análise da reflexão à saúde pública, decorrentes dos influenciadores digitais e à insuficiência legislativa quanto ao precário controle de informações dos websites.
Convém ressaltar, em primeiro plano, sobre as circulações de comunicação repassadas por influenciadores digitais. Diante disso, no intuito de obter espectadores e renda, os empreendedores de plataformas como “YouTube”, divulgam meios como soluções caseiras e alternativos para tratar um problema específico. Por ser uma fonte sem comprovação científica e de fácil acesso, as vítimas acabam por aderir estes métodos. Por conseguinte, é significante a probabilidade de desenvolver efeitos negativos. Ainda assim, é indubitável a continuidade pela busca de soluções inadequadas como estas.
Além disso, a falta de controle dos dados nos sites relacionados à saúde tem tornado esses entraves mais agravantes. A consulta nos estabelecimentos médicos vem sendo constantemente substituído por simples pesquisas sobre sensações físicas ou mentais. Consequentemente, os médicos acabam sendo vistos como uma segunda opção, justificado pelo fato de serem procurados após uma manifestação mais avançada do paciente. É visível, portanto, que a sofisticação da automatização digital não vem sendo aprimorada sem trazer consigo uma prevenção eficaz contra essa psicopatologia.
Em suma, faz-se necessário a implantação de medidas que visem atenuar o ampliamento do “cybercondria”. Portanto, urge que os Órgãos Governamentais, através da elaboração de leis, promova fiscalização sobre os conteúdos de saúde da internet, a fim de retomar o relacionamento entre paciente e médico como prioridade. Além disso, cabe às empresas midiáticas, a transmissão dos malefícios do autodiagnóstico, com objetivo de reduzir os impasses causados por avanço tecnológico. Dessa forma, concretizaria o pensamento do chanceler alemão Bismarck, de que a política é a arte do possível, ou seja, através dela seria capaz de impedir a propagação dessa doença moderna.