Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 07/10/2019
A subjetividade humana nem sempre foi propriamente considerada uma qualidade dos seres, a qual não se deveria rotular ou agrupar em compatibilidades supérfluas. O contato, porém, com tecnologias que fornecem a igualdade e o acesso de diversos tipos de pessoas, faz com que este conceito subjetivo do “ser” deixe de representar uma conjectura pessoal e irredutível da condição humana.
Ademais, a participação da tecnologia na vida do ser humano enfrenta uma fase de idolatria no que tange a disponibilização de informações, o que significa a interpretação superficial dos valores sociais, bem como da expressividade ímpar a que cada indivíduo tem direito.
Para além da superficialidade proposta pela era digital, a formação sólida do ser humano está subjugada ao entendimento frio das relações interpessoais como as aproximações por meio das redes sociais. Tal qual a relação digital aproxima indivíduos distanciados, revela uma dificuldade dos mesmos estarem fisicamente próximos ao mundo real.
Tão logo o contato com a tecnologia se apresenta às pessoas, estas iniciam um processo de transcrição de suas experiências, como se fizessem um “upload” de sua vida para a tela virtual. Esse comportamento um tanto quanto comum nos dias atuais, atenua uma composição de costumes que não beneficiam socialmente o grupo de indivíduos.
Destarte, as mídias sociais precisam estar agrupadas nas novas tecnologias, mas de forma complacente ao desenvolvimento das pessoas, bem como de suas capacidades. O uso da rede social deve estar pautado na participação e no controle social das mídias e não no controle da era digital sobre os seres humanos. A educação digital, entretanto, surge como diagnóstico para o malefício da cibercondria, e é, por meio do Ministério da Educação que a convivência com o mundo digital será otimizado e fará parte da construção de um mundo desenvolvido e com direção à evolução.