Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 10/10/2019
A cibercultura mudou as formas de relação entre os cidadãos especialmente entre médicos e pacientes. Nesse sentido, criou-se a doença da era digital, a cibercondria, tornando a relação médica escassa em vista do conhecimento digital de cujo modo errôneo se apresenta. Nesse viés, vulnerável as concepções da informação e por conseguinte a automedicação tornou este processo de pesquisa perigoso.
Convém analisar, dessa forma, tendo em vista a pesquisa e o acesso a informação nas redes de internet, vê-se a falsa veracidade de determinadas fontes ao propagar conteúdo que prejudica a sociedade. Neste compasso, um indivíduo toma consciência de sua possível patologia na web, de muitas maneiras interpreta de forma equivocada, provocando o agravamento de seu estado que compromete a capacidade autoimune do organismo, conforme os escritos de Leiher.
Cabe considerar, também, com o imediatismo da informação corrobora-se o autotratamento sem qualquer consulta ou inspeção médica, por conseguinte, dada pela automedicação. Neste panorama, com a sugestão de fármacos denotados pelos sites de pesquisa, o acesso facilitado aos mesmos sem o acompanhamento ou prescrição do profissional da saúde vulgarmente se popularizou-se. Dessa maneira, denotou uma das causas que mais provocou falecimento nos últimos 5 anos, cerca de 200 mil mortes anuais, segundo a Abifarma.
Fica claro, portanto, a imprescindível ação frente as causas da cibercondria brasileira. Para isso, o ministério da saúde deve criar órgãos que se responsabilizem pela fiscalização de conteúdo falso propagado na internet, também, promulgando institucionalmente a certificação de conhecimentos médicos promovendo o acesso a informação verdadeira. Logo, tal órgão deverá burocratizar os acessos aos bens medicamentosos com mais rigor, através de leis que regulamentem o acesso facilitado a medicação, diminuindo efeitos pejorativos na sociedade.