Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 08/10/2019
Entende-se por “Cibercondria” o recorrente uso das redes de pesquisa para, a partir de sintomas, fazer diagnósticos e tratamentos de doenças. O Brasil, conclusões obtidas de uma pesquisa do Google, é o país em que as buscas referentes à saúde mais cresceram no mundo nos últimos anos. Sendo assim, visto que essa doença é uma questão de saúde pública, é necessário tomar medidas que possam objetivar a conscientização e orientação dos indivíduos, pois diagnósticos incorretos e automedicação podem gerar transtornos ainda mais sérios.
Primeiramente, é comum nesta era digital e até um direito do paciente buscar informações sobre saúde na internet. No entanto, num país em que mais de 70% da população não tem acesso à planos de saúde, como afirma pesquisa do SPC Brasil, e se encontra sedenta por informações, as redes de comunicação se tornam único recurso para suprir essa necessidade. Consequência disso é que na busca por respostas a partir dos sintomas ou suposições o indivíduo pode fazer um diagnóstico incorreto e iniciar um tratamento diferente daquele de que precisava, mascarando ou intensificando o real problema.
Além disso, outro perigo que a hipocondria da modernidade pode trazer é a utilização de medicamentos sem a devida prescrição médica. A esse respeito, a automedicação é prejudicial a todos, pois pode selecionar microrganismos resistentes aos tratamentos dificultando a atuação desses. Outrossim, pode causar dependência nos usuários acarretando em problemas ainda mais sérios futuramente. Na série, “Pretty Little Liars” o autor exemplifica essa situação com uma das personagens, que faz uso de um medicamento para potencializar a inteligência sem os meios devidos de informação, ficando dependente e apresentando transtornos mentais.
Portanto, a cibercondria pode gerar problemas ainda mais graves quando não é acompanhada por um profissional experiente. A fim de orientar e proporcionar um acompanhamento de médicos aos cidadãos, cabe às Secretarias Municipais e Estaduais da Saúde qualificar profissionais de atendimento que criem relações mais profundas com os pacientes objetivando sanar todas as dúvidas. Devem também, proporcionar maior atuação das instituições de saúde das comunidades garantindo visitas a todos da região. Assim, os indivíduos sentiram mais confiança e facilidade em procurar um profissional que lhes fornece atenção e orientação devidas.