Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 15/10/2019

Em meados do século XX, deu-se início à Terceira Revolução Industrial, onde foi possível, dentre outras consequências, o desenvolvimento da informática e da internet. Assim, com os avanços tecnológicos, atualmente, há uma enorme facilidade no acesso às informações, na praticidade de resolver as coisas,  nas relações pessoais, o que têm tornado a população cada vez mais dependente e além disso, gerado distúrbios psicológicos, como a cibercondria, onde se deve analisar fatores sociais e patológicas.

Atualmente, tudo é possível saber através da internet, o que tem se tornado um grande problema, principalmente quando se refere à saúde. Antigamente, os índios procuravam seu próprio remédio ou iam até curandeiros para tentar solucionar seus sintomas, e, esse costume de autos diagnóstico e medicação, estende-se até os dias atuais. Com consultas de sintomas em sites, se supõe o seu problema de saúde e até seu remédio, o que muita das vezes são informações falsas em sites não seguros, não verdadeiros.

Como uma bola de neve, a sociedade vai se afogando no medo excessivo de ter alguma doença e induzindo uma ansiedade que acaba afetando o psicológico, acarretando em problemas na mente. “Tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade”. Tal frase de Albert Einstein retrata, justamente, essa doença da era digital. Hoje as pessoas acreditam em tudo que vêem, em tudo que lêem e em tudo que falam, sem ao menos pesquisar a veracidade da informação, substituindo os profissionais da saúde e exames, muitas vezes, pelo o que descobriram no “Dr.Google”.

Assim, embora a evolução tecnológica tenha auxiliado muito a sociedade, em diferentes contextos, a facilidade às informações a todo tipo de dado tem gerado graves consequências, principalmente na área da saúde, na doença da era digital. Portanto, cabe à União, juntamente com o Ministério da saúde, uma maior fiscalização nos sites que expõem falsas informações, multando esses sites ou até mesmo tirando do ar. Além disso, é necessário que as mídias e as ONG’s organizem campanhas de conscientização para a população dos riscos que o autos diagnóstico e medicação podem causar. Deste modo, não nos tornaremos autômatos, como pensou o psicanalista Erich Fromm. “O perigo do passado era que os homens se tornassem ecravos. O perigo do futuro é que os homens se tornem autômatos.”