Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 07/10/2019

“Guerra improvável, paz impossível”, Raymond Aron disse e resumiu a Guerra Fria. Porém, em um contexto sócio-histórico onde a relação médico-paciente alterou-se ao longo do tempo e a internet integrou-se nesse contato, é claro que o sociólogo francês também resumiu a questão da cibercondria. Isso, no entanto, faz a sociedade refletir sobre o que tornou tal a nova doença da era.

Com base em pesquisas da Fundação Getúlio Vargas(Fgv), cerca de quase 70% da população brasileira tem acesso a internet, sendo essa a principal responsável pela mudanças na relação médico-paciente. Assim, tal mudança possibilita que o médico saia da bolha de único detentor de conhecimento e abra espaço para que pacientes possam discutir a forma como desejam levar seu tratamento.

Nessa perspectiva, a mesma pesquisa já comprovou que, apesar de haver avanços contra o monopólio de conhecimento médico, muitas vezes o acesso há informação pode levar pessoas já ansiosas há desenvolverem um quadro de ansiedade generalizada. Por conseguinte, a ansiedade generalizada acaba levando ao indivíduo sentir sintomas que nunca antes sentiu e consequentemente a ingestão de medicamentos sem informação confiável de profissionais da saúde.

Dessa forma, Raymond Aron não errou em dizer que a paz é impossível, já que o acesso a internet leva ao impasse dos seus limites até a cibercondria. É preciso, portanto, que a sociedade como um todo, pressione o Ministério pela criação de um site unificado que leve informação sobre diversas áreas da saúde, evitando desse modo que a população acredite em páginas falsas e desenvolva o mal da Era. Ademais, cabe as grandes mídias de massa conscientizarem a sociedade sobre os perigos da doença da era digital e suas consequências para que um dia a sociedade brasileira deixe de ter esse problema como é atualmente.