Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 29/08/2019
Receber um exame laboratorial e recorrer à internet. Acordar se sentindo mal e procurar possíveis causas no Google. Tomar um remédio porque no Youtube disseram funcionar. Esses são alguns dos “sintomas” que afetam grande parte da população brasileira acometida com a Cibercondria: a hipocondria digital. Porém, apesar da facilidade de informações poder ajudar em determinados aspectos, buscá-la a fim de dispensar um médico e se automedicar pode trazer riscos à saúde.
É notório, que o fácil acesso a informações de saúde acaba, por vezes, substituindo o profissional qualificado na busca de um diagnóstico. Isso ocorre pois segundo Fabiana Kawahara, gerente de análises do Google Brasil, mais de 70% da população brasileira não tem plano de saúde e a internet acaba servindo como recurso de obter informações. Entretanto, a falta de confiabilidade de determinadas fontes é o preocupante, tendo em vista que o indivíduo leigo irá aceita-las como verdades absolutas, ainda que não sejam.
Outrossim, outro recurso muito utilizado pela população é a automedicação, devido ao autodiagnóstico realizado através de uma busca no chamado “Dr. Google”. Isto porque, a cibercondria faz com que as pessoas imaginem estar com doenças resultantes de suas pesquisas e acabem se medicando para tais. Um fato que confirma isso é que, de acordo com uma pesquisa do Google, o Brasil é o país em que as buscas referentes à saúde mais cresceram no mundo, tendo sido 17% maior em 2018. Evidenciando, que esse problema acomete todos os brasileiros.
Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para controlar a cibercondria. Para isto, cabe ao Governo Federal em parceria com a Organização Mundial de Saúde, fiscalizar os locais de venda de medicamentos e multar àqueles que venderem sem a prescrição médica, visando a diminuição da automedicação. Ademais, cabe ao Ministério da Educação em conjunto com Agentes de Saúde promoverem nas escolas plantões de dúvidas e distribuírem cartilhas de conscientização, visando diminuir as dúvidas e, assim também, a cibercondria.