Causas e consequências da violência no esporte brasileiro
Enviada em 05/05/2019
Durante o Império Romano, no Coliseu, eram apresentados ao público esportes, os quais eram repletos de violência para o entretenimento das pessoas. Assim, hodiernamente, mesmo com as novas finalidades sociais assumidas pelo esporte, como a inclusão social e o espírito esportivo ainda há o temor da violência, em razão dos atos violentos praticados pelos torcedores. À vista disso infere-se que tal problemática é inerente à uma cultura de subjugação dos fortes pelos mais fracos e à ineficiência da segurança pública nos estádios.
A priori, consoante a antropóloga Ruth Benedict, “A cultura é a janela pela qual o homem enxerga o mundo”. Dessa forma, é a cultura a responsável pela transmissão de valores entre as gerações de uma sociedade, as quais herdam costumes e os assimilam ao seu modo de viver e se relacionar com as pessoas. Desse modo, há ainda a manifestação de costumes de dominação, os quais os fortes tem de prevalecer sobre os fracos e isso é claramente visível no ambiente esportivo, onde muitas torcidas criam discórdia com os indivíduos do time rival e acabam em um cenário de violência. Por consequência, a difusão dessas práticas acabam por tornar o ambiente esportivo em um local de medo e violência.
Outrossim, conforme o filósofo Aristóteles, a finalidade da função estatal deve ser o bem comum e não os interesses individuais de quem governa. Nesse âmbito, a crescente corrupção e o descaso dos governantes geram uma falta de investimentos em setores básicos para sociedade, como saúde e segurança pública. Dessa maneira, a falta de montante nas corporações de segurança impedem o seu devido funcionamento, em razão da falta de membros e equipamentos necessários para lidar com ocorrências de violência no âmbito esportivo. Isto posto, a falta de segurança nos estádios acabam por permitir que os torcedores formem grupos organizados para a prática de violência, a qual afeta o entretenimento de diversas famílias nos estádios.
Portanto, para a erradicação de hábitos violentos e a intensificação segurança, são necessárias mudanças estruturais. Com isso, assiste ao Ministério da Educação, por meio de diretrizes educacionais, a criação de projetos interdisciplinares entre Educação Física e Ética, os quais visem transmitir para os alunos maneiras de como procederem no ambiente esportivo e a importância do esporte nas relações da humanidade ao longo da história, a fim de que haja uma sociedade futura cônscia. Ademais, cabe à Câmara de Deputados, por meio de diretrizes constitucionais, a ampliação de investimentos no setor de segurança pública, os quais visem a compra de equipamentos e recrutamento de novos profissionais, para que os setores esportivos tornem-se locais seguros.