Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 15/10/2022

De acordo com Edvard Munch, em sua obra “O grito”, retratou-se a angústia, a desesperança e a desolação no semblante de uma personagem rodeada por uma atmosfera de profunda tristeza. Para além do quadro, hodiernamente, a depen-dência digital dos jovens gera graves consequências, como o desenvolvimento de transtornos psicológicos. Além disso, é essencial entender a influência negativa da irresponsabilidade governamental e social nessa conjuntura. Dessa maneira, urge medidas para o combate dessa problemática.

Diante desse cenário, cabe retomar o aspecto supracitado quanto a negligência do Estado com o vício dos jovens no mundo “online”. Segundo o contratualista John Locke, em sua obra “O Contrato Social”, o governo serve para garantir conforto e bem-estar aos seus cidadãos. Entretanto, a grave questão sobre o desenvolvimento da dependência digital pelos jovens mostra que essa instituição federal não cum-pre seu papel de forma efetiva. Por conseguinte, na contemporaneidade, 1 em cada 4 jovens são viciados em celular, afirma estudo britânico. Isso gera, na popula-ção, distúrbios psicológicos, como a ansiedade e depressão.

Ademais, vale frisar que a sociedade possui um papel fundamental na formação e desenvolvimento dos indivíduos. Conforme o conceito exposto por Sérgio Buarque de Holanda, em seu livro “O Homem Cordial” afirma-se que uma das características do brasileiro cordial é sobrepor os seus interesses aos alheios. Nesse viés, a inércia da sociedade atua como um dos principais agentes causadores da problemática, visto que, imersos em si mesmos, perpetuam ações incentivadoras ao uso constan-te das redes sociais, por exemplo. Como consequência dessa dependência digital sofrida pelos jovens, ocorre o desagradável fenômeno da alienação social.

Portanto, torna-se imperioso que as famílias e escolas, principais agentes respon-sáveis pela instrução e monitoramento dos mais novos, regulem a dependência sofrida pelas crianças e adolescentes, por meio da educação e fiscalização sobre o uso dos aparelhos celulares e digitais. Essas medidas possuem como finalidade garantir que as próximas gerações saibam usar o mundo virtual ao seu favor e não adquiram vícios e dependências, promovendo, assim, um maior desevolvimento social e nacional.