Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 20/09/2022

Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada a história de uma sociedade perfeita e ideal, fundamentada em leis justas e instituições político-econômicas verdadeiramente comprometidas com o bem-estar da sociedade. No entanto, a realidade vivenciada pelos jovens na contemporaneidade distancia-se da ficção, uma vez que a depêndencia digital impede a concretização da teoria de More. Desse modo, é importante ressaltar dois aspectos como impulsionadores da problemática: a normalização da adversidade, e a negligência governamental diante dessa questão.

Em uma primeira análise, é imperativo destacar a alienação populacional como uma das principais razões para a persistência do impasse. De acordo com o filósofo frânces Michel Foucalt, a normalização, faz com que os indivíduos tenham repetições de comportamentos sem uma devida reflexão crítica de sua própria conduta. Sendo assim, é notório que o pensador está correto, tendo em vista que grande parcela da comunidade jovem é tão acostumada com a tecnologia que simplesmente não consegue viver mais sem a presença dos meios digitais. Dessa forma, é inadmissível que tal situação perdure na sociedade, caso contrário, afetará diretamente o desenvolvimento da nação, pois impede que o jovem tenha uma visão crítica diante dos problemas que atingem a corporação na qual está inserido.

Ademais, outro fator que vale a pena ser ressaltado como um dos fatores que corroboram para perpetuação do problema, é o descaso governamental diante da situação. Consoante a Thomas Hobbes, em seu livro ‘‘Leviatã’’, é obrigaçaõ do Estado proporcionar meios que promovam o progresso do corpo social. Entretanto, é notório que as autoridades competentes brasileira rompem com essa conformidade, haja vista qua não existem iniciativas para reverter a questão tão prejudicial para todos. Assim sendo, é inaceitável que a situação perdure ,uma vez que impede a concretização do princípio da isonomia em que todos devem ser tratados de maneira igualitária perante a lei.

Depreende-se portanto