Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 05/04/2022
No século XVI, o pintor Rafael Sanzio imortalizou a academia de Platão em sua obra “Escola de Atenas”, em que alguns representantes da filosofia foram dispostos de maneira que o compartinhamento dos saberes fosse representado. Hoje, pode-se considerar que as redes sociais são um espaço de conexão de pessoas de interesses parecidos assim como as ágoras da Grécia. Entretanto, em oposição a contribuição da ideia representada na pintura, as redes sociais tem gerado prejuísos. A partir desse contexto, é fundamental entender o que tem motivado essa dependência e o impacto que ela traz.
Em primeira análise, os jovens tem mais tendência em se apegar a dependência virtual, visto que já nascem num mundo inundado pelas tecnologias e que sofrem diversas mudanças severas, principalmente na adolecência. Nesse contexto, segundo a universidade “King’s College” de Londres, um a cada quatro jovens estão viciados em celulares, essa teoría acaba por fazer uma relação sobre a vulnerabilidade causada pela transição de idade com a ultilização do vício como vávolade escape. Portanto, a mesclagem de um terreno fértil para instabilidades com o acesso irrestrito de tecnologias é a maior causa da dependência.
Em resposta a esse panorama, o menor torna-se alheio tanto ao espaço virtual quanto aos vínculos sociais do seu entorno. Nessa perspectiva, é inquestionável o impacto da utilização desmedida desse recurso sobre a realização de importantes atividades socioespaciais, como diálogos familiares, prática de esportes, trabalhos escolares, entre outros. Evidencia-se, desse modo, que o vício digital pode ocasionar severos prejuízos à vida dos jovens, pois distancia-os de experiências cruciais para o seu amadurecimento. Dessa forma, a internet vai se distanceando cade vez mais do que foi visto na obra renascentista.
Sendo assim, é fulcral que as escolas abordem aos seus alunos a necessidade de controlar o acesso ao mundo virtual, por meio de palestras e atividades lúdicas que explorem o prazer e a importância de experiências não virtuais, com o fito de conscientizá-los a respeito dos limites que devem ser impostos à utilização das ferramentas digitais. Isso deve ser feito a fim de aproximar cada vez mais a troca de saberes da internet com perspectiva Grega.