Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 17/11/2021

Na série britânica de ficção científica ‘‘Black Mirror’’, os malefícios do uso exacerbado da tecnologia e o provável futuro resultante da dependência tecnológica são as temáticas mais retratadas. Nessa conjuntura, no Brasil hodierno, de modo análogo ao seriado citado acima, a maior parte da população possui celulares e acesso à internet, inclusive os jovens, o que coloca em pauta as causas e consequências da dependência tecnológica juvenil. Dessa forma, a negligência governamental e a intensificação dos transtornos psicológicos são, respectivamente, causa e consequência do nefasto panorama atual.

Em primeira análise, é imperioso destacar a inércia governamental como catalisador do problema da subordinação da primeira e segunda geração aos aparatos tecnológicos. Nesse contexto, consoante à Constituição de 1988, a lei máxima do país promulgada pelo ex-presidente José Sarney, cabe ao Estado garantir o bem-estar social de todos os cidadãos. Entretanto, os órgãos governamentais não criam programas de apoio destinado às pessoas com alta dependência digital ou elaboração de organização de ajuda mútua entre os indivíduos viciados em internet, devido ao mal redirecionamento das verbas, o que mantém a alta taxa de dependente, além de não garantir a qualidade de vida estabelecida pela Carta Magna.

Outrossim, é mister ressaltar que os problemas emocionais são causas da problemática supracitada. Nessa perspectiva, com a Revolução Técnico-Científica, ocorrida após a Segunda Grande Guerra Mundial, as plataformas virtuais se espalharam por todo o mundo, em uma velocidade muito alta. Desse modo, boa parte dos jovens, devido ao processo revolucionário supramencionado, possui acesso aos computadores, aos celulares e à internet e, em razão disso, ficam exageradamente conectados, o que gera uma atitude de escapismo dos sintomas de distúrbios psíquicos, como a depressão e a fobia social. Assim, o uso abusivo dos artefatos tecnológicos colabora para a acentuação dos problemas psicológicos entre os jovens.

Destarte, torna-se fundamental a tomada de medidas para a resolução da problemática citada anteriormente. Portanto, cabe ao Governo Federal, aliado ao Ministério da Educação, orgão governamental encarregado das questões educacionais nacionais, e à mídia, plataforma formadora de opiniões, promover nas escolas e em locais públicos, palestras e aulas, por intermédio da participação de psiquiatras, psicólogos e outros profissionais especializados, a essencialidade do uso das tecnologias de forma regrada e limitada, a fim de reduzir a dependência digital e, por conseguinte, os transtornos da ordem psíquica juvenil. Somente assim, o quadro contemporâneo será aprimorado.